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Os Três Mosqueteiros Paris, 1625 · Dumas, 1844

Personagens

Aramis,entre a espada e a batina

Elegante, discreto e perigosamente inteligente. Aramis promete a cada capítulo largar a espada pela Igreja, e a cada carta perfumada muda de ideia.

D’Artagnan devolve a Aramis um lenço bordado diante de outros mosqueteiros.
O lenço de Aramis. Maurice Leloir, 1894.

No romance

Aramis é um seminarista que virou mosqueteiro por causa de um duelo e vive dizendo que vai voltar ao seminário. Tem amores secretos na alta nobreza, escreve versos e guarda segredos melhor que qualquer um.

Dos quatro, é o mais ambicioso. Em Vinte Anos Depois é o abade d’Herblay, conspirando na Fronda; em O Visconde de Bragelonne é bispo de Vannes, geral secreto dos jesuítas e autor do plano de trocar Luís XIV pelo irmão gêmeo, o homem da máscara de ferro.

É o único dos quatro que sobrevive à trilogia: termina como duque e embaixador da Espanha.

D’Artagnan monta guarda com Porthos e Aramis diante de uma muralha.
De guarda, com Porthos e d’Artagnan.
Na história

Henri d’Aramitz

Henri d’Aramitz (c. 1620–1674) era abade leigo de Aramits, no Béarn: um título que dava rendas da Igreja a uma família nobre sem obrigar ninguém a ser padre. Era aparentado com Tréville e entrou nos mosqueteiros por volta de 1640.

Diferente do Aramis de Dumas, casou-se, teve filhos e voltou para o Béarn.

Momentos decisivos

Os capítulos em que Aramis muda a história. Clique no número para ler o resumo.

  1. Cap. IV

    O lenço

    D’Artagnan devolve, em público, um lenço que comprometia uma dama.

  2. Cap. XXVI

    A tese de Aramis

    Quer ser padre, até ler uma carta da amada.

  3. Cap. XXXIV

    O equipamento

    Uma “costureira” misteriosa lhe manda um bolso cheio de ouro.

  4. Cap. XLVII

    O conselho

    É dele a ideia de usar a amante para avisar a Rainha.