O cardeal de Richelieu,a Eminência Vermelha
O grande adversário dos mosqueteiros é também o homem mais poderoso da França. Dumas o fez vilão, mas não lhe tirou a inteligência.
No romance
No romance, Richelieu está em todo lugar sem quase aparecer. Seus agentes, Rochefort e Milady, seguem d’Artagnan; sua polícia transforma uma casa em armadilha; sua política faz de um presente de amor uma crise de Estado.
Dumas dá a ele um motivo pessoal: o ciúme de Buckingham, que ama a Rainha. Mas também o mostra lúcido. No fim, em vez de punir d’Artagnan, Richelieu reconhece o seu valor e o nomeia tenente.
Armand Jean du Plessis
Nascido em 1585, bispo de Luçon aos vinte e dois anos, cardeal em 1622 e principal ministro de Luís XIII de 1624 até a morte, em 1642. Tirou dos protestantes as praças militares (La Rochelle, 1628), enfrentou a alta nobreza e os Habsburgo e fundou a Academia Francesa em 1635.
Proibiu os duelos e mandou executar quem desobedecia. Os mosqueteiros de Dumas, que duelam a cada capítulo, são exatamente o tipo de nobre turbulento que ele queria domar.
Momentos decisivos
Os capítulos em que Richelieu muda a história. Clique no número para ler o resumo.
- Cap. XIV
O homem de Meung
Compra Bonacieux e manda uma ordem a Milady em Londres.
- Cap. XVI
A armadilha do baile
Sugere ao Rei que peça à Rainha os agulhetes.
- Cap. XXII
A derrota
Os doze agulhetes aparecem no baile da Merlaison.
- Cap. XL
A oferta
Propõe a d’Artagnan um posto na sua guarda.
- Cap. XLIV
O Pombal Vermelho
Encomenda a Milady a morte política de Buckingham.
- Cap. LXVII
A patente
Rasga o salvo-conduto e nomeia d’Artagnan tenente.