Porthos,o gigante
O mais forte, o mais vaidoso e o mais generoso dos quatro. Porthos gosta de roupas, de comida e dos amigos, nessa ordem e sem nenhuma vergonha.
No romance
Porthos entra na história com um boldrié bordado a ouro que só é bordado na frente: atrás, escondido pela capa, é de couro simples. É o resumo do personagem, um homem que vive de aparência mas não tem um pingo de maldade.
Sem dinheiro, consegue o equipamento para a guerra cortejando a mulher de um procurador avarento, a quem chama de “duquesa”. No epílogo, casa-se com ela, já viúva.
Nos livros seguintes, o sonho de Porthos é virar barão, e ele vira. Morre em O Visconde de Bragelonne na gruta de Locmaria, em Belle-Île, segurando sozinho as rochas que desabam depois de uma explosão para dar aos amigos tempo de fugir.
Isaac de Portau
Isaac de Portau (1617–1712) era de uma família do Béarn e, como Athos e Aramis, entrou nos mosqueteiros pela rede de parentes e conterrâneos do senhor de Tréville.
Ao contrário do personagem, teve uma vida longa e tranquila, e morreu aos noventa e cinco anos na sua terra natal.
Momentos decisivos
Os capítulos em que Porthos muda a história. Clique no número para ler o resumo.
- Cap. IV
O boldrié
D’Artagnan descobre que o ouro do boldrié é só de um lado.
- Cap. XXV
Em Chantilly
Ferido e endividado, inventa uma história para não admitir a derrota.
- Cap. XXXII
Um jantar de procurador
Passa fome à mesa do avarento Coquenard.
- Cap. XLVI
O bastião Saint-Gervais
Almoça sob fogo inimigo e reclama da comida.