D’Artagnan,o cadete da Gasconha
Dezoito anos, sem dinheiro, ofendido por qualquer olhar. O herói do livro não é um dos três mosqueteiros do título: é o quarto, o que ainda quer ser.
No romance
D’Artagnan é o único dos quatro que não esconde nada. Chega a Paris em 1625 querendo ser mosqueteiro e, em poucos dias, já fez três amigos, um inimigo (Rochefort), uma paixão (Constance) e uma inimiga mortal (Milady).
É impulsivo, mas também o mais esperto do grupo: é ele quem tem as ideias, engana Milady e encontra saída para cada armadilha do Cardeal. No fim do primeiro livro, Richelieu o nomeia tenente dos mosqueteiros.
Nos livros seguintes, envelhece mal e bem ao mesmo tempo: em Vinte Anos Depois ainda é tenente, amargo e sem fortuna; em O Visconde de Bragelonne é capitão de Luís XIV e morre na guerra da Holanda no instante em que recebe o bastão de marechal.
Charles de Batz de Castelmore
O d’Artagnan real nasceu por volta de 1611 em Lupiac, na Gasconha, e usou o sobrenome da mãe, de uma família mais prestigiosa. Foi para Paris nos anos 1630, serviu nos guardas e nos mosqueteiros e se tornou homem de confiança do cardeal Mazarin.
Em 1661, foi ele quem prendeu o superintendente Fouquet por ordem de Luís XIV, episódio que Dumas aproveita em Bragelonne. Chegou a capitão-tenente dos mosqueteiros e morreu em 25 de junho de 1673, no cerco de Maastricht.
Momentos decisivos
Os capítulos em que D’Artagnan muda a história. Clique no número para ler o resumo.
- Cap. I
Meung
Humilhado por um desconhecido e roubado da carta para Tréville.
- Cap. IV
Três duelos numa manhã
Esbarra em Athos, Porthos e Aramis e marca duelo com os três.
- Cap. V
Os Carmes-Déchaux
Escolhe o lado dos mosqueteiros contra os guardas do Cardeal.
- Cap. XX
A viagem a Londres
Perde os amigos no caminho e chega sozinho a Buckingham.
- Cap. XXXVII
O segredo de Milady
Descobre a flor-de-lis e por pouco escapa do punhal.
- Cap. XL
A recusa
Diz não ao posto que o Cardeal lhe oferece.
- Cap. LXIII
A gota d’água
Chega tarde: Constance morre envenenada nos seus braços.
- Cap. LXVII
Tenente
Recebe de Richelieu a patente que oferece, em vão, aos amigos.